Vasco Graça Moura nomeado presidente do CCB
Vasco Graça Moura foi o nome escolhido para a presidência da Fundação Centro Cultural de Belém (CCB), anunciou esta sexta-feira a Secretaria de Estado da Cultura (SEC).
O escolhido vai substituir António Mega Ferreira, cujo mandato termina na próxima segunda-feira. Sem justificar a não recondução de Mega Ferreira, que poderia exercer mais um mandato de três anos, Francisco José Viegas, destacou apenas, em comunicado, a forma exemplar como este executou os seus cargos, “dando provas de brilho, criatividade e responsabilidade no cumprimento da missão que lhe foi incumbida”. Notícia no Público.
January 21, 2012 No Comments
Mega Ferreira não foi reconduzido no cargo de presidente do CCB
António Mega Ferreira não foi reconduzido no cargo de presidente da Fundação do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, soube o PÚBLICO. A administração do CCB já foi informada, por carta, desta decisão da Secretaria de Estado da Cultura, a quem competia gerir este dossier. No Público.
January 20, 2012 No Comments
Vargas Llosa convidado para a presidência do Instituto Cervantes
O governo espanhol convidou o escritor peruano Mario Vargas Llosa, Nobel da Literatura, para a presidência do Instituto Cervantes, avança a imprensa espanhola. O escritor ainda não terá aceite a proposta.
Há uns dias, o ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel García-Margallo, disse já ter decidido sobre quem iria propor ao Conselho de Ministros para substituir a actual directora Cármen Caffarel, recusando-se, no entanto, a revelar o nome. Mas na quarta-feira, a agência Efe, citando fontes anónimas do Governo, chegou ao nome de Mario Vargas Llosa. Cármen Caffarel foi nomeada para o cargo em 2007 pelo governo socialista de Zapatero.
Segundo o El País, o escritor, que tem nacionalidade espanhol desde 1993, foi convidado no domingo e terá pedido uns dias para pensar. A proposta de um presidente para o Instituto Cervantes, congénere espanhol do Instituto Camões, tem de ser decidia em conjunto pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e o Ministério da Educação, Cultura e Desporto, sendo depois aprovado ou não pelo primeiro-ministro Mariano Rajoy.
A decisão, que deverá ser conhecida até ao final desta semana, terá agradado ao governo, que se mostrou “altamente satisfeito”, como destacou ao ABC, José Ignacio Wert, ministro da Educação, Cultura e Desporto. Notícia no Público.
January 20, 2012 No Comments
Crónicas Os Meus Livros – Um Sul a Norte
Lojas (de livros)
Algumas grandes e vistosas, outras pequenas e escondidas, todas têm segredos e guardam rituais que resistem à vertigem da modernidade.
Em terras do Liz, de D. Dinis, de castelos e pinhais, há a Livraria Arquivo. Um grande espaço com livros para todas as idades, uma sala onde os mais pequenos reconhecem o seu mundo, histórias para pais e filhos, contadas pela Liliana Gonçalves, uma cafetaria, jornais, exposições, e já perdi a conta a quantas tertúlias com escritores. Houve um tempo pré-crise em que reunia poetas. Não foi há muito tempo. A Poesia dizia alguém a “Metade da Vida”: “não é literatura é outra coisa”.
Os escritores e poetas na política também se tornam outra coisa.
Mário Soares encheu, há dias, a livraria Arquivo até não caber mais uma alma. Poder-se-ia dizer que ninguém estava ali pela pura e dura literatura mas também é inverdade dizer que era pela política. Seria por algo que fica entre uma coisa e a outra: pensamento, ideias.
Um Político Assume-se. Não é este livro de Mário Soares a revelação de qualquer segredo. Apesar do que tem sido dito, fazer luz sobre as sombras só as desloca. Na verdade um político assume-se pela sua capacidade de pensar e de fazer a sua leitura do mundo. Cobraram-lhe muitos a ousadia de ainda não calçar pantufas mas, embora cansado, capaz de passar fugazmente pelas brasas ao ouvir uma apresentação de si que se dispensava tão longa, prova quando fala que está a par de tudo o que acontece no perto e no longe.
Contou um episódio em honra do pai “leiriense da gema” que recebia em casa o pão, os grelos e a morcela de arroz aqui da terra (ninguém teve ainda a ideia de internacionalizar tais iguarias e ainda bem. Porque havíamos de dar meia volta ao mundo para comer uma torrada de pão do Soutocico?).
Conta então Mário Soares que o pai contratou Agostinho da Silva para umas explicações em virtude de, na força da juventude, ter ainda «um pensamento um pouco obtuso». O Agostinho da Silva pergunta «explicações de quê, Latim?» E o velho João Soares clarifica: «ideias, cultura!»
Ora aí está uma lição. Precisamos sempre desse lastro maior da dialéctica conhecimento e pensamento (crítico).
Rodrigues Lobo, que se afogou no Tejo e não sabemos se por o Liz ou o Lena não terem caudal bastante, dá nome à Praça onde os cafés renasceram e os prédios se vão reconstruindo. A provar que nem todo o optimismo está perdido num deles acaba de nascer uma nova livraria temática, a Kanto do Livro. Com quatro pisos, parece uma casa de bonecas, os livros expostos pelas paredes de capa voltada para nós, recantos com sofás, um canto para as crianças e, no último piso uma pequena varanda com vista para a Praça.
Sabe bem sentir numa padaria antiga o cheiro do pão, o ritmo artesanal que permite que as pessoas não sejam atropeladas na grande indústria, algo que os grandes anunciantes da globalização nunca entenderão. Numa livraria também sabe bem a calma e a finitude do espaço.
Um livro, um café, um sofá, uma Brisa do Liz. Não sabem o que é uma Brisa do Liz? Não sabem o que perdem. Como nunca será a mesma coisa se a encontrarem, um destes dias, à venda em Vancouver provem uma à passagem por Leiria.
Há muitas mudanças em curso no processo de fabricação, embalagem, distribuição e conhecimento pessoal dos livros que se editam e vendem e vemos editoras a descartar pessoas com experiência e dedicação de décadas.
Não gosto mais de uma parede pós-moderna do que de um muro de granito em ruínas. Não podemos colar musgos e líquenes e eles são precisos. Há um tempo, há rituais e há segredos nas grandes questões. Se olharmos para a História, para os pequenas nadas, fruto da fragilidade humana, que se tornaram grandes marcos históricos, sabemos que na grande arquitectura que suporta o mundo está um saber feito de equilíbrio entre experiência e inovação.
Quando as Finanças nos falam como se fossemos crianças e a Cultura se cala como se não fosse custo maior o da incultura, não há Requiem que nos salve a alma.
A Cultura mora nos livros e estes precisam das mãos, e dos espíritos, que os escolhem e que os anunciam para que cada um encontre neles a sua luz.
As livrarias são como as fadas: morrem se deixarmos de acreditar nelas.
PS. Meus caros leitores peço-vos que nada disto comenteis, em casa ou no vosso trabalho. Não há nada como um segredo, mesmo que de polichinelo, para espicaçar a curiosidade. Nada digais destas lojas de livros, mantenhamo-las secretas, proibidas se preciso for, para que permaneçam apetecíveis.
Sílvia Alves
January 18, 2012 No Comments
Congresso Internacional 2012 – Centenário do Nascimento de Alves Redol
“No Centenário do Nascimento de Alves Redol e a poética do romance: encruzilhadas e derivas ideológicas”, pelo Prof. Doutor Carlos Reis, será a primeira das várias comunicações que integram o Congresso Internacional “No Centenário do Nascimento de Alves Redol”, que tem lugar nos dias 19 (na Faculdade de Letras), 20 e 21 de Janeiro (no Museu do Neo-Realismo). Pode ler mais informações aqui.
January 18, 2012 No Comments
Sala da Hora do Conto da Biblioteca de Santiago do Cacém tem novos cenários
A Sala da Hora do Conto na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca volta a transformar-se num “cantinho de histórias” com cenários diferentes. “Contigo Conto Histórias” é o tema da nova realidade da Sala da Hora do Conto onde se recordam histórias tradicionais e outras suscitadas pelas personagens que integram o novo cenário.
A aposta da Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca é o de criar espaços temáticos dentro de uma única sala, que podem ser usados em simultâneo, ou não, pelas técnicas da biblioteca que contam histórias.
Na sala podemos encontrar uma floresta, o mar, a quinta, as fadas, princesas e príncipes. Uma atenção especial para o cantinho dos medos, dos monstros e das bruxas.
A inauguração da nova decoração e temática está marcada para Sábado, dia 21 de Janeiro, às 15h30m.
January 18, 2012 No Comments
Livro de Alexandre Honrado distinguido em França.
A revista La Revue des Livres Pour Enfants (Editada pela Biblioteca Nacional de França), publicação francesa especializada em literatura infantil e juvenil, escolheu o livro Palhincócegas, de Alexandre Honrado, com ilustrações de Sara Osório, publicado pela Planeta, para integrar a sua edição especial europeia, que será lançada na próxima .
January 17, 2012 No Comments
Tinta-da-China aposta no Brasil
À semelhança de outros projectos editoriais portugueses, a Tinta-da-China também vai apostar fortemente no mercado brasileiro. «— A Europa está numa crise tremenda — diz Bárbara Bulhosa, que foi livreira por dez anos antes de fundar a editora. «— Pensamos: “Para onde expandir? Onde poderíamos ter mais receptividade?”. Para o Brasil. E não só porque o país está crescendo, incentivando a leitura, criando uma camada nova de leitores. Mas é também porque é nossa língua, interessa-me divulgar autores portugueses que não estão aqui», explicou a responsável da chancela, Bárbara Bulhosa ao jornal O Globo. Os primeiros títulos serão uma selecção de crónicas de Ricardo Araújo Pereira, convidado do festival Risadaria deste ano, em São Paulo, e dois romances, O Retorno, de Dulce Maria Cardoso, seguido de E a Noite Roda, romance de estreia de Alexandra Lucas Coelho, correspondente do jornal Público no Brasil. Pode ler aqui.
January 13, 2012 No Comments
Revista Golpe d’Asa lançada hoje
O primeiro número da Golpe d’Asa – Revista de Poesia é lançado hoje, dia 13, pelas 18h30, na Livraria 100ª Página, no centro de Braga. A apresentação cabe a Micaela Ramon, docente de Literatura da UMinho. Haverá leitura de poemas e uma performance sobre a obra de Vasco Gato, por Ana Arqueiro.
A Golpe d’Asa tem periodicidade bianual e é dirigida pela poetisa Ana Salomé, antiga aluna e docente do Instituto de Letras e Ciências Humanas (ILCH) da UMinho. A publicação é organizada em quatro apartados – Inéditos, Éditos, Traduções e Arte Poética -, a que se junta um Encarte, dedicado neste número a Luiz Pacheco com um excerto inédito do Manual de Estilística e Outras Partes Gagas. Podem encontrar-se ainda textos de Vasco Gato, Manuel da Silva Ramos, André Canhoto, António Gregório, Joana Jacinto e Sílvio Mendes, a par de um ensaio de Yvette Centeno ou de fotografias de Filipa Castro. A edição é do Clepul – Faculdade de Letras de Lisboa e da Golpe Edições.
Leia mais informações aqui.
January 13, 2012 1 Comment
Morreu o jornalista João Alves das Neves
O jornalista e escritor João Alves das Neves morreu esta quinta-feira em Pisão de Coja, sua terra natal, no concelho de Arganil e distrito de Coimbra, segundo uma nota divulgada no seu blogue Jornal Electrónico Brasil Portugal.
João Alves das Neves, 85 anos, foi jornalista, professor universitário e escritor, tendo estudado no Porto, em Lisboa, Paris e São Paulo, onde exerceu as funções de redator-editorialista no jornal “O Estado de São Paulo”, durante mais de 30 anos, tendo ao mesmo tempo e durante duas décadas sido também professor na faculdade de Comunicação Social Cásper Libero (…)
Dos cerca de 30 livros que publicou, seis são sobre Fernando Pessoa além de outros sobre Camões, o Padre António Vieira, Graciliano Ramos, Machado de Assis, Mário de Sá Carneiro e também autores brasileiros.
Entre os vários títulos, contam-se “Fernando Pessoa, Salazar e o Estado Novo”, “Dicionários de Autores da Beira-Serra”, “O Movimento Futurista em Portugal”, “Mestres do Conto Brasileiro” e “Contistas Portugueses Modernos”. Notícia no Jornal de Notícias.
January 13, 2012 No Comments









