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Prémio de Poesia Luís Miguel Nava para Helder Moura Pereira

Helder Moura Pereira (Setúbal, 1949) é o vencedor do Prémio de Poesia Luís Miguel Nava 2011 com o livro Se as Coisas Não Fossem o Que São, editado pela Assírio & Alvim. O prémio, no valor de cinco mil euros, é bienal, sendo portanto referente aos livros publicados em 2009 e 2010 (…) O prémio foi atribuído por um júri constituído por quatro membros da Fundação Luís Miguel Nava: Carlos Mendes de Sousa, Fernando Pinto do Amaral, Gastão Cruz e Luís Quintais, e ainda um convidado, que desta vez foi o professor, poeta e crítico Fernando JB Martinho. Notícia no Público.

January 30, 2012   No Comments

Germano Silva, à conversa, no Porto

January 28, 2012   No Comments

Biblioteca Nacional de Portugal lança edições em ebook

A Biblioteca Nacional de Portugal (BNP) acaba de lançar as suas edições em formato ebook , através de uma plataforma específica associada à sua Livraria Online, disponível desde Agosto de 2010. A nova plataforma permite comprar e alugar as edições da BNP em formato que possibilita a leitura em computadores pessoais (Windows), computadores Apple, iPad , iPhone e sistemas Android . Para a leitura dos ebooks nos computadores pessoais é utilizado o software de leitura (gratuito) ADE (Adobe Digital Editions) e para os restantes sistemas o software BlueFireReader (também gratuito) é o recomendado.
Esta nova forma de distribuição das edições da BNP dirige-se tanto ao público em geral, para os que preferem a versão digital com grande vantagem de preço em relação ao livro físico, como a bibliotecas que, aderindo a esta nova plataforma, podem adquirir a versão ebook e gerir os empréstimos da sua coleção digital. Nesta nova modalidade, o preço das edições da BNP é, no mínimo, reduzido a 50% do preço do livro físico, havendo também a possibilidade de o utilizador optar por ter o livro a título de empréstimo, por cinco dias, a um preço uniforme de 1€.

January 27, 2012   No Comments

Festival de BD de Angoulême: Espanha, Spiegelman, Fred e os outros

A banda desenhada espanhola está em destaque no Festival de Angoulême, que começa hoje [ontem, 26 de Janeiro]. O americano Art Spiegelman e os seus amigos Chris Ware, e Joe Sacco são as grandes estrelas. Notícia no Público.

January 27, 2012   No Comments

Perdida nomeado para o Prémio Edgar Allan Poe 2012

Perdida, de Mo Hayder, recentemente editado entre nós pela Europa-América, foi nomeado para o Prémio Edgar Allan Poe 2012 na categoria de Melhor Romance.

January 27, 2012   No Comments

Geronimo Stilton ensina inglês na Super FM Kids

A Super FM Kids, “composta por conteúdos criados para agradar a crianças sem excluir os pais”, conta com uma nova personagem para animar as suas emissões matutinas. Trata-se do rato Gerónimo Stilton, editor do jornal diário da cidade da Ilha dos ratos chamada Ratázia, informa a estação. Notícia no Meios & Publicidade.

January 26, 2012   No Comments

Capa de autor português nomeada para prémios da BSFA

Pedro Marques, autor do blogue Montag: by their covers, designer responsável por várias capas e cartazes do meio editorial português (e não só) viu a sua capa e design gráfico concebidos para o romance de história alternativa/ficção científica Osama, de Lavie Tidhar, publicado pela editora inglesa PS Publishing, nomeada na categoria de BEST ART, nos prémios da BSFA (British Science Fiction Association) de 2011, que serão atribuídos em Abril deste ano em Londres.
O romance parte de uma realidade alternativa em que o 11 de Setembro não aconteceu e uma série de livros populares, sobre um vingador chamado “Osama Bin Laden”, faz furor. Nesses livros de ficção, o que um detective contratado para descobrir a identidade do seu autor lê são os relatos detalhados, secos e horríficos dos atentados de Dar-es Salaam, Nairobi… e às Torres Gémeas de Nova Iorque no dia 11 de Setembro de 2001.
Antes de mais, parabéns ao Pedro. Agora só falta alguém publicar o livro por cá, de preferência com a capa já premiada.

January 25, 2012   1 Comment

Crónicas Os meus Livros – Matrisokas

Um homem de palavras

Bateu à porta e o homem de barbas abriu. Sabia muito bem que ele viria, afinal, eram ambos cavalheiros de palavra. O acordo tinha tudo para ser respeitado, só faltava isso mesmo, ser respeitado. E o respeito pelos acordos está intimamente ligado ao que pensamos deles. Parece óbvio, não é garantido que o seja.
Morava naquele prédio há muito. Sabia de cor o rosto dos vizinhos mais antigos e a sonoridade dos que passavam à porta, uns mais apressados, outros com a calma de quem aproveita o sol. E tanto que ele era, depois do nevoeiro da manhã.
Em frente ao computador revia as provas do texto final, construído depois de muitas alterações e coisas soltas que, afinal, faziam parte. Mesmo as notas à margem, como a necessidade de separar as águas para ver mais claramente eram fundamentais em momentos de decisões e mudanças de rumo. Sabia, pela sua experiência de copista clandestino, que as palavras viajam pelos textos onde as colocamos e às vezes fogem-nos da mão, caem. Partem-se. Ou não. Relia o fragmento de Almada Negreiros que ia fazer parte da encomenda:

«Mãe!

Vem ouvir a minha cabeça a contar historias ricas que ainda não
viageie. Traze tinta encarnada para escrever estas coisas! Tinta
côr de sangue, sangue! verdadeiro, encarnado!

Mãe! passa a tua mão pela minha cabeça!

Eu ainda não fiz viagens e a minha cabeça não se lembra senão de
viagens! Eu vou viajar. Tenho sêde! Eu prometo saber viajar.»

Retirou da gaveta do meio as coisas que faltavam, colocou tudo junto para não se esquecer e assinalou a amarelo as estradas menos concorridas. Sossego, era o que queria para a viagem.

Olhou para a fotografia de família e conferiu o número de série. 14489. Apagou a luz, saiu sem acordar os restantes elementos da equipa, malta cansada, depois da epopeia de transcrição que lhes ocupara tanto tempo, realizou a última evocação da noite e dirigiu-se à cama. Foi o tempo de se deitar e aconchegar até adormecer. Lá longe, já o chamavam e não gostava de fazer ninguém esperar. É como já se disse: os acordos são para respeitar.

João Morales

January 24, 2012   No Comments

Gonçalo M. Tavares vence Prémio Fundação Inês de Castro

O escritor Gonçalo M. Tavares venceu a quinta edição do Prémio Literário Fundação Inês de Castro, de Coimbra, com o romance Uma Viagem à Índia, foi esta segunda-feira anunciado. O júri do prémio atribuiu ainda um Tributo de Consagração a Fernando Echevarría, 82 anos, pelo conjunto da obra literária. O júri do prémio Fundação Inês de Castro integrou José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia. Leia no Público.

January 24, 2012   No Comments

Histórica Livraria Portugal vai encerrar

A Livraria Portugal, a funcionar há sete décadas na Rua do Carmo, no Chiado, em Lisboa, vai encerrar devido à quebra nas vendas, revelou um dos sócios, António Machado. A histórica livraria, que faria 71 anos em Maio, chegou a ter 50 funcionários, restando hoje cerca de uma dezena. leia no Público.

January 24, 2012   No Comments