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Contenção orçamental suspende encontro Literatura em Viagem
A sétima edição do encontro internacional LeV – Literatura em Viagem, que deveria realizar-se entre os dias 21 e 24 de Abril, em Matosinhos, está suspensa e poderá mesmo vir a ser cancelada se até ao final do mês o Governo não regulamentar a Lei 8/2012 (a chamada “lei do compromisso”), que impede as autarquias de assumirem qualquer nova despesa que exceda os fundos disponíveis no curto prazo.
A suspensão foi hoje confirmada ao PÚBLICO pelo vereador da Cultura da Câmara de Matosinhos, Fernando Rocha, segundo o qual uma decisão definitiva sobre a realização do encontro só deverá ser tomada na próxima semana. Para ler, no Público.
March 23, 2012 No Comments
Crónicas Os Meus Livros – Um Sul a Norte
Viagens
Fevereiro, no Norte, junto ao mar.
Correntes d’escritas ano quarto da minha memória.
Cinco palavras: “agradecer, começar, partir, coexistir, consistir” de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto. Palavras podem ser chaves, compete a cada um descobrir que portas com elas conseguirá abrir.
Cai-nos no colo a frase de Sophia que, como bem observou, vale toda uma vida literária: “Navegar sem o mapa da viagem que fazíamos”. E depois a avó Aurora e a mãe Sofia, duas mulheres, ambas viajantes, cada uma a sua maneira. Uma dentro de casa onde recebe o mundo, outra virada para o mundo onde procura a casa. E sob a afirmação de que teríamos desaparecido se não tivéssemos partido quase parece atirar-nos para novas idas. Mas isto já são reflexões partilhadas nos degraus do auditório que se vêm repletos de gente logo desde o primeiro dia. Cada um vê o que quer. Somos portugueses, os iletrados da história, os improvisadores do destino.
Do Brasil veio Rubem Fonseca, escritor admirado por muitos, subitamente ao abrigo de qualquer maldição ou desconforto pela ousadia da sua escrita. Um escritor que se recusa e por isso se torna desejado. “Sou peripatético…” Diz e lá vai deixando cair o discurso rigoroso do improviso ensaiado da idade e da experiência. Leu Camões, proclamou amor à Língua Portuguesa e emocionou a plateia, mas emoção maior foi a lembrança de, no ano passado, Juva Batella a dizer, num tom corrido, de cor, de coração, a Toada de Portalegre, de José Régio.
O escritor de Rubem Fonseca, “louco, alfabetizador, motivador, paciente, com imaginação”, é paciente em busca de palavra certa. Não há sinónimos, diz, “uma palavra não vale outra do mesmo significado”. Paciência e tempo para experimentar cada uma como um vestido justo em corpo de mulher numas correntes que começaram sob o signo das mulheres que marcam sempre o destino dos homens que traçam o seu destino de mulheres mais do que deviam. Um estranho poder desperdiçado, o delas. Ao ler “Humilhação e Glória” de Helena Vasconcelos, ou a olhar à nossa volta, sabemos que não estamos tão longe quanto devíamos estar desse tempo de feminino cinzento.
Eugénio Lisboa leva-nos em périplo sobre os ganhos dos escritores fazendo-nos sorrir perante muitos pesos, muitas medidas no pagamento da escrita.
Estavam todos a contar connosco e nós a contar com eles. Não posso nomear todos. Mas impossível esquecer a força telúrica de Ana Paula Tavares. Um brilhante texto tecido com a emoção na voz a dar corpo às palavras.
Ao fundo estende-se o mar. Tanta água como a que João de Melo guarda na memória para ainda rescrever a infância no acerto da vida. Todos os escritores e poetas são arrumadores da infância, nisso gastam rios de papel para conseguir a vasta obra ou um pequeno pedaço de papel onde escrevem uma frase, a frase, a sua, que pode demorar uma vida a achar, para dizer à beira do naufrágio que é a morte: mãe, pai era isto que eu tinha para dizer. Se dito será ouvido.
Relembro a viagem dos ancestrais de Moacyr Scliar, por ele tão bem contada, uma última vez. E, no mar, ainda podemos ver ao longe um sonho magnífico contado nas palavras e nos gestos de Malangatana. E, do fundo das águas, Rui Costa regressa na poesia dita por Margarida Vale de Gato. É assim a vida passante, as memórias são de quem as apanhar e guardar. Não servem a nada a não ser para castelos de areia que ficam guardados dentro dos olhos.
O nunca mais é a batalha de cada manhã e de cada fim de tarde. E nesse arco de sol se inscreve uma linha de vida que só faz sentido nas múltiplas formas de ser partilhada.
Rui Zink traduz a versão poética da mulher/mãe da Ana Luísa Amaral. Sabe bem ver que nas tréguas que a póvoa permite eles se lêem uns aos outros.
João de Melo, o primeiro escritor que ouvi ao vivo num já longínquo ano, no Museu Nogueira da Silva, em Braga, disse na altura de falar do seu mister ter perdido os seus papéis. Onésimo logo avisa, num registo sempre bem-disposto, que convoca cada vez mais seguidores, que a desculpa já tinha sido gasta mas sendo verdadeira que lhe restava? Ouvi-lo foi uma prova do seu talento, a relembrar o encantamento com o seu primeiro livro, “Gente Feliz com Lágrimas”. Ficou a vontade de o reler, ao fim de todos estes anos.
Por vezes sofremos com a verdade ou com a sua ausência. A verdade nem sempre pode ser inteira. Alguns cortam-na às fatias e assim ela parece menos pesada, menos perigosa, mais inócua também. E quem junta dois pedaços da verdade pode até ser que não o faça pela ordem do corte e leia uma nova verdade.
Numa escola. Num dos muitos encontros com alunos, Onésimo falou da importância da leitura. “Leiam, leiam…” que lá fora (da escola) o saber ler é uma arma contra a exploração. João de Melo diz que não se separa dos livros, como não se separa da sombra e que a leitura é também uma questão de voz, João de Melo o relembra perante essa jovem plateia. Tudo o dito nos chega com esse acrescento, a voz do criador das palavras, o seu gesto, o seu jeito de olhar. E mais um episódio do Onésimo (os episódios dele, todos sabem darão um dia um longo caderno de risos entre e sobre coisas sérias). Um aluno surdo, fazia leitura labial, questionado no final da aula sobre dúvidas aponta a vaga dificuldade de entender o seu sotaque.
Muito talento genuíno que ali se passeia bebeu palavras escritas. Reinventou-as. Acrescentou o mundo. Mesmo para destruir e fazer de novo e diferente é preciso conhecer o já feito.
É preciso dizer, até que alma doa mas a mensagem passe, que os livros são bens essenciais como a comida e ar que respiramos. Podem ser os livros em todos os formatos mas a leitura só pode ter a forma do silêncio e da calma.
É de leitores que as Correntes se fazem. Leitores as Correntes farão.
Um vereador da Cultura, que devia ser franchisado, sintetizou afoito, em meia dúzia de palavras toda a nossa inquietação com a cultura de ministério, de secretaria, de secretária, de vão de escada, de rua ou lá o que será e se verá(?). Melhor que tivesse sido António Sousa Homem o escolhido, sempre lhe dava para explicar, pacientemente, o porquê das coisas serem assim ou já não serem.
O mar enrola tudo num ruído, muitas palavras resistem pelo tempo como rochedos e outras partem-se em areias… Tudo são marés que apenas os nossos olhos levam. É de efémero que estes encontros se constroem. Como um teatro, como poetas fingidores a fingirem tão completamente. Na verdade não nos interessa a nós que seja dor ou riso. Apenas queremos que seja genuíno o fingimento, que aquelas palavras nos toquem, pela viagem, ou pela emoção, pelas respostas ou pelas perguntas que trazemos.
Porque o mapa de ontem já não nos serve inteiramente na viagem de hoje, refazemos o mapa e a viagem navegando sempre.
“Quanta fronteira parada
À espera de uma passagem
Que enfim invente uma estrada
Onde agora só o grito
É a viagem”
De uma canção dedicada à memória de Violeta Parra; Projecto Periplus – Deambulações Luso-Gregas; de Amélia Muge e Michales Loukovikas
Março, no Sul, junto a outro mar.
Biblioteca de Faro onde esta crónica se encerra.
Sílvia Alves
March 17, 2012 No Comments
Rota das Letras – imagens para recordar
De 29 de Janeiro a 4 de Fevereiro, Macau acolheu a Rota das Letras, festival internacional que contou com diversos autores de diversas nacionalidades (incluindo portugueses). Aqui lhes deixamos, umas semanas depois, algumas imagens do evento.
Hélder Beja (jornalista e sub-director do festival), Yara Costa (realizadora moçambicana), Ivo Ferreira(realizador português a viver em Macau, e Vanessa Pimentel, da organização
Hélder Beja, Marvin Farkas, António Conceição Júnior, Frederico Rato, Jimmy Qi, José Rodrigues dos Santos
Su Tong, Yao Jing Ming, José Luís Peixoto, Rui Rocha (presidente do Insitituto Português do Oriente), Lolita Hu
Paulo Aido, Tatiana Salem Levy, Rui Cardoso Martins, João Paulo Cuenca, Harriet Wong, Tony Ayres
Jade Y. Chen, Joe Tang, Ana Paula Dias (da organização do festival), Paulo Aido, José Rodrigues dos Santos
March 15, 2012 No Comments
Festival Literário da Madeira entre 15 e 18 de Março
A 2.ª edição do Festival Literário da Madeira (FLM), organizado como em 2011, pela Booktailors – Consultores Editoriais e editora Nova Delphi, decorre entre os dias 15 e 18 de Março e reúne escritores oriundos de Espanha, dos EUA, da China, de Itália e de Portugal. Afonso Cruz, Joel Neto, Eduardo Pitta, Pedro Vieira e Fernando Pinto do Amaral são alguns dos autores portugueses presentes no Festival, a que se juntarão o norte-americano Barry Wallenstein, o chinês Yang Lian, o italiano Francesco Benozzo e o espanhol José Manuel Fajardo.
«Dinamizar a economia local e evidenciar o arquipélago da Madeira como destino cultural são objetivos que perseguimos com a realização deste evento. Acreditamos que é possível consolidar o Festival Literário da Madeira como uma das referências do calendário editorial português», sustenta o responsável pela Booktailors, Paulo Ferreira.
As cinco mesas agendadas para o Teatro Municipal Baltazar Dias, no Funchal, contam com títulos surpreendentes: Éramos felizes e não sabíamos; Éramos piegas e não sabíamos; Éramos violentos e não sabíamos; Éramos poors e não sabíamos; Éramos originais e não sabíamos. Haverá ainda sessõesm diversas escolas e a Conferência Agustina Bessa-Luís, por Inês Pedrosa, agendada para dia 15.
February 23, 2012 3 Comments
Quinto dia do Rota das Letras – Festival Literário de Macau
O quinto dia do festival literário trouxe o conceito de geografia para cima da mesa. Quão importante é o lugar onde se está e qual a sua relação com a escrita?
O autor português Rui Cardoso Martins ampliou imediatamente o conceito. “Geografia não é apenas uma questão de espaço, mas também algo psicológico,” disse. “Se eu morasse aqui durante vários anos, a minha escrita seria diferente, pois os lugares entranham-se no coração e na mente. Eu preciso encontrar a minha geografia interna,”acrescentou.
Para Tatiana Salem Levy, o escritor é sempre um “estrangeiro na sua própria casa” e salientou a importância de viajar para o seu processo de escrita. “Eu gosto da estranheza de novos lugares”, acrescentou a escritora brasileira.
Mas este é um sentimento que nem todos os escritores compartilham. O escritor e jornalista português Paulo Aido revelou que quanto mais conhece os lugares, mais difícil lhe é escrever sobre eles. “Quando se trata de escrever sobre Macau, sinto uma enorme dificuldade”, confessa.
A posição do escritor no mapa mundo e a maneira como isso afeta a sua escrita é decididamente influenciada pela sua história de vida. O cineasta e guionista australiano Tony Ayres disse que os seus filmes reflectem muitas vezes sua condição de chinês na Austrália. A geografia para ele é, antes de mais, um espaço interior.
“Podemos estar num hotel de Berlim e estar simultaneamente noutro lugar.” Esse é um dos grandes desafios do ser humano: estar verdadeiramente e absolutamente num único lugar, “, afirmou.
Macau é o local por excelência onde as identidades podem confundir-se e forçar os locais a questionar-se sobre aonde realmente pertencem. A cineasta local Harriet Wong é filha de típicos pais chineses com tradições chinesas, próximos do Budismo, mas ela estudou sempre em escolas católicas. Esta mistura faz com que acredite que o mundo ao seu redor, por si só, não define a sua identidade.
E Macau é uma boa personagem literária? Rui Cardoso Martins compara as áreas dos casinos a cenários do Star Wars. “Nós até temos um casino chamado Galaxy (galáxia)”, ironiza. “A sensação aqui em Macau substitui a experiência real”, disse Martins, referindo-se ao Venetian, um complexo que reproduz Veneza ou ao pastiche de um circo romano na área do Fisherman’s Wharf, um local com réplicas das fachadas de várias cidades do mundo.
“Mas talvez daqui a 400 anos as pessoas não consigam distinguir entre a réplica do circo romano e um real,” disse o moderador, o escritor brasileiro João Paulo Cuenca.
E se a ideia do “Macau plástico” como uma fonte de inspiração foi controversa entre os palestrantes, os que resta da antiga cidade apela a todos.”Há uma geografia de cheiros e panelas, que tem a ver com a gastronomia, que ainda persiste, e eu gosto dela,”resumiu Paulo Aido.
Em termos de apresentação de livros, o aclamado autor chinês e vencedor do “Man Asian Literary Prize” em 2009, Su Tong, falou acerca do seu livro “The Boat to Redemption”, sobre a experiência de crescer ao longo de uma década da Revolução Cultural.
A escritora taiwanesa, Jade Y. Chen, apresentou “Mazu’s Bodyguard”, uma história de Taiwan durante os últimos 100 anos.
Por último, o autor que mais livros vende em Portugal, José Rodrigues dos Santos, focou a sua intervenção num dos seus livros best-seller “, “A Fórmula de Deus”, que levanta a controversa questão: pode Deus ser explicado pela ciência?
O dia terminou com a exibição do filme premiado, “Home Song Stories”, uma obra semi-autobiográfica de Tony Ayres, com base na experiência da sua mãe na Austrália, interpretada pela atriz Joan Chen.
Esta quinta-feira o governo de Macau ofereceu um jantar no Clube Militar a todos os que participaram neste primeiro festival literário de Macau. O chefe de gabinete e porta voz do governo, Alexis Tam salientou a qualidade do trabalho feito por escritores, artistas plásticos, músicos e cineastas convidados para o I Festival Literário de Macau.
“São iniciativas como esta que mostram a mentalidade e o dinamismo cultural de Macau”, disse o chefe de gabinete do Chefe do Executivo, desejando que o evento volte a realizar-se no próximo ano.
Nuno Mendonça
Coordenador de Imprensa do Rota das Letras
February 2, 2012 No Comments
Programação das Correntes d’ Escritas 2012
Foi hoje divulgada a programação das Correntes d’ Escritas para este ano, assim como as sempre emblemáticas mesas temáticas que vão acolher os autores. Como habitualmente, os nomes atribuídos às sessões ajudam a lançar pistas e dão origem a diversas leituras. Todas as sessões decorrem no Auditório Municipal da Póvoa de Varzim, à execepção da última, no dia 28, que constitui a já habitual extensão em Lisboa, no Instituto Cervantes. A conferência de abertura será proferida por D. Manuel Clemente, Bispo do Porto (dia 23, às 15h 00, também no Auditório Municipal)
“A Escrita é um risco total” (Eduardo Lourenço)
23 de Fevereiro, Quinta-feira, 17h00
Almeida Faria, Ana Paula Tavares, Eduardo Lourenço, Hélia Correia e Rubem Fonseca
Moderação: José Carlos de Vasconcelos
“O fim da arte superior é libertar” (Fernando Pessoa)
24 de Fevereiro, Sexta-feira, 10h30
Alberto S. Santos, Fernando Pinto do Amaral, José Jorge Letria, Luís Quintais, Sofia Marrecas Ferreira e Care Santos
Moderação: João Gobern
A Poesia é o resultado de uma perfeita economia das palavras
24 de Fevereiro, Sexta-feira, 15h00
Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães, Manuel António Pina, Manuel Rui e Margarida Vale de Gato
Moderação: Ivo Machado
Toda a literatura é pura especulação
24 de Fevereiro, Sexta-feira, 17h30
Eduardo Sacheri, Inês Pedrosa, João Bouza da Costa, Manuel Jorge Marmelo, Pedro Rosa Mendes e Rosa Montero
Moderação: Bia Corrêa do Lago
A escrita é um investimento inesgotável no prazer
24 de Fevereiro, Sexta-feira, 22h00
Tema: Afonso Cruz, Ana Luísa Amaral, Júlio Magalhães, Manuel Moya, Rui Zink e Valter Hugo Mãe
Moderação: Henrique Cayatte
Da crise da escrita não se pode fugir
25 de Fevereiro, Sábado, 10h30
Carmo Neto, João Pedro Marques, Miguel Real, Sandro William Junqueira, Valeria Luiselli e Salgado Maranhão
Moderação: Onésimo Teotónio Almeida
“As ideias são fundos que nunca darão juros nas mãos do talento” – Antoine Rivarol
25 de Fevereiro, Sábado, 16h00
Eugénio Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Helena Vasconcelos, João de Melo, Luís Sepúlveda e Onésimo Teotónio Almeida
Moderação: Maria Flor Pedroso
Traços de crise enriquecem o texto literário
28 de Fevereiro, Terça-feira, 18h30 (Instituto Cervantes, Lisboa)
Afonso Cruz, Ana Paula Tavares, Care Santos, Manuel Moya e Valeria Luiselli
Moderação: Helena Vasconcelos
February 2, 2012 1 Comment
Festival de BD de Angoulême: Espanha, Spiegelman, Fred e os outros
A banda desenhada espanhola está em destaque no Festival de Angoulême, que começa hoje [ontem, 26 de Janeiro]. O americano Art Spiegelman e os seus amigos Chris Ware, e Joe Sacco são as grandes estrelas. Notícia no Público.
January 27, 2012 No Comments
Finalistas do Prémio Literário Casino da Póvoa divulgados
São já conhecidos os finalistas da edição deste ano do Prémio Literário Casino da Póvoa, cujo vencedor será divulgado na Cerimónia de Abertura das Correntes d’Escritas, evento a decorrer na Póvoa de Varzim, de 23 a 25 de Fevereiro. São eles:
A Cidade de Ulisses; Teolinda Gersão; Sextante
As Luzes de Leonor; Maria Teresa Horta; Dom Quixote
Adoecer; Hélia Correia; Relógio D’Água
Bufo e Spallanzan; Rubem Fonseca; Sextante
Do Longe e do Perto – Quase Diário; Yvette Centeno; Sextante
Dublinesca; Enrique Vila-Matas; Teorema
O Homem que Gostava de Cães; Leonardo Padura; Porto Editora
Os Íntimos; Inês Pedrosa; Dom Quixote
Tiago Veiga – Uma Biografia; Mário Cláudio; Dom Quixote
O Prémio, no valor de 20 mil euros, será entregue na Sessão de Encerramento, no dia 25, Sábado. O certame inclui outros galardões: o Prémio Correntes d’Escritas/Papelaria Locus, que distingue, nesta edição, um conto inédito, escrito em português por jovens entre os 15 e os 18 anos (no valor de mil euros, com publicação do poema premiado na Revista Correntes d’Escritas do ano seguinte); o Prémio Correntes d’Escritas/Fundação Dr. Luís Rainha, que distingue um livro inédito (romance, contos, ensaio ou poesia) cuja temática seja a Póvoa de Varzim e o Prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’Escritas/Porto Editora, destinado a turmas do 4º ano do 1º Ciclo do Ensino Básico. Os vencedores serão também anunciados na Cerimónia de Abertura do Correntes d’Escritas.
January 11, 2012 No Comments
Rota das Letras – Primeiro Festival Literário de Macau
De 29 de Janeiro a 4 de Fevereiro de 2012 o Instituto Politécnico de Macau acolhe a Rota das Letras, o primeiro Festival Literário de Macau, nascido com a intenção de celebrar os 20 anos do Ponto Final, jornal de referência na cidade, que sempre valorizou a literatura e as artes. Entre os nomes confirmados, encontram-se Su Tong, Jade Y. Chen e Annie Baobei, ao lado dos portugueses José Luís Peixoto, J. Rentes de Carvalho, Alice Vieira, Rui Cardoso Martins e José Rodrigues dos Santos, ou dos brasileiros Luís Fernando Veríssimo e Tatiana Salem Levy.
Os cineastas Miguel Gonçalves Mendes (que dirigiu o documentário sobre os últimos anos do Nobel da Literatura José Saramago, e que é um pré-candidato ao Óscar de melhor filme estrangeiro), Tony Ayres (cujos trabalhos foram premiados nos festivais de Berlim e no Film Critics’ Circle of Australia) e Pang Ho-cheung (autor do fime “Isabella”, filmado em Macau), também estarão presentes. O evento vai incluir debates, workshops, apresentação de novos trabalhos, uma feira do livro, e um tributo ao escritor Henrique de Senna Fernandes. haverá ainda filmes, exposições (uma delas, dedicada a André Carrilho) e espectáculos musicais.
Este evento está a ser organizado conjuntamente pelo jornal Ponto Final e pela Sociedade de Artes e Letras (SALT), uma associação local de amantes da literatura, e já garantiu o apoio financeiro da Fundação Macau, do Instituto Politécnico de Macau e da Fundação Oriente, para além de outras instituições privadas. Pode ir acompanhando aqui.
December 12, 2011 No Comments








