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Category — agenda

Literatura em versão remix

O desafio é interessante e não muito vulgar. Paulo Kellerman convidou doze escritores, dois músicos e um ilustrador a escolherem o que quisessem do seu blogue e fazerem o que desejassem. O resultado chama-se Kellerman Remixed e é um e-book que vai estar no centro de um encontro com os autores, na livraria Arquivo, em Leiria, dia 31 de Março, pelas 18h. A moderação da sessão vai estar a cargo de João Morales, que também vai fazer algumas leituras de poesia, mais à noite, no bar Alinhavar, também em Leiria, antecedidas por uma performance que junta palavras e música, por António Cova e Fabrício Cordeiro. Apareçam!

March 29, 2012   No Comments

Capitais lançado quinta-feira

Quinta-feira é apresentado Capitais, o  novo livro de Paulo Tavares , com participação de Gonçalo M. Tavares e Miguel-Manso. Paulo Tavares tem-se tornado uma figura a reter no panorama da nova edição de poesia em Portugal, graças ao seu projecto Artefacto (onde o próprio também publicou) e à criação da revista Agio. O lançamento é às 21h 30m na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, Av. D. Carlos I, n.º 61, 1.º Andar, Lisboa (em Santos).Música de Hugo Santos sobre vídeo-colagens de Paulo Tavares.

March 27, 2012   No Comments

Contenção orçamental suspende encontro Literatura em Viagem

A sétima edição do encontro internacional LeV – Literatura em Viagem, que deveria realizar-se entre os dias 21 e 24 de Abril, em Matosinhos, está suspensa e poderá mesmo vir a ser cancelada se até ao final do mês o Governo não regulamentar a Lei 8/2012 (a chamada “lei do compromisso”), que impede as autarquias de assumirem qualquer nova despesa que exceda os fundos disponíveis no curto prazo.
A suspensão foi hoje confirmada ao PÚBLICO pelo vereador da Cultura da Câmara de Matosinhos, Fernando Rocha, segundo o qual uma decisão definitiva sobre a realização do encontro só deverá ser tomada na próxima semana. Para ler, no Público.

March 23, 2012   No Comments

Crónicas Os Meus Livros – Um Sul a Norte

Viagens

Fevereiro, no Norte, junto ao mar.
Correntes d’escritas ano quarto da minha memória.
Cinco palavras: “agradecer, começar, partir, coexistir, consistir” de D. Manuel Clemente, Bispo do Porto. Palavras podem ser chaves, compete a cada um descobrir que portas com elas conseguirá abrir.
Cai-nos no colo a frase de Sophia que, como bem observou, vale toda uma vida literária: “Navegar sem o mapa da viagem que fazíamos”. E depois a avó Aurora e a mãe Sofia, duas mulheres, ambas viajantes, cada uma a sua maneira. Uma dentro de casa onde recebe o mundo, outra virada para o mundo onde procura a casa. E sob a afirmação de que teríamos desaparecido se não tivéssemos partido quase parece atirar-nos para novas idas. Mas isto já são reflexões partilhadas nos degraus do auditório que se vêm repletos de gente logo desde o primeiro dia. Cada um vê o que quer. Somos portugueses, os iletrados da história, os improvisadores do destino.

Do Brasil veio Rubem Fonseca, escritor admirado por muitos, subitamente ao abrigo de qualquer maldição ou desconforto pela ousadia da sua escrita. Um escritor que se recusa e por isso se torna desejado. “Sou peripatético…” Diz e lá vai deixando cair o discurso rigoroso do improviso ensaiado da idade e da experiência. Leu Camões, proclamou amor à Língua Portuguesa e emocionou a plateia, mas emoção maior foi a lembrança de, no ano passado, Juva Batella a dizer, num tom corrido, de cor, de coração, a Toada de Portalegre, de José Régio.

O escritor de Rubem Fonseca, “louco, alfabetizador, motivador, paciente, com imaginação”, é paciente em busca de palavra certa. Não há sinónimos, diz, “uma palavra não vale outra do mesmo significado”. Paciência e tempo para experimentar cada uma como um vestido justo em corpo de mulher numas correntes que começaram sob o signo das mulheres que marcam sempre o destino dos homens que traçam o seu destino de mulheres mais do que deviam. Um estranho poder desperdiçado, o delas. Ao ler “Humilhação e Glória” de Helena Vasconcelos, ou a olhar à nossa volta, sabemos que não estamos tão longe quanto devíamos estar desse tempo de feminino cinzento.

Eugénio Lisboa leva-nos em périplo sobre os ganhos dos escritores fazendo-nos sorrir perante muitos pesos, muitas medidas no pagamento da escrita.

Estavam todos a contar connosco e nós a contar com eles. Não posso nomear todos. Mas impossível esquecer a força telúrica de Ana Paula Tavares. Um brilhante texto tecido com a emoção na voz a dar corpo às palavras.

Ao fundo estende-se o mar. Tanta água como a que João de Melo guarda na memória para ainda rescrever a infância no acerto da vida. Todos os escritores e poetas são arrumadores da infância, nisso gastam rios de papel para conseguir a vasta obra ou um pequeno pedaço de papel onde escrevem uma frase, a frase, a sua, que pode demorar uma vida a achar, para dizer à beira do naufrágio que é a morte: mãe, pai era isto que eu tinha para dizer. Se dito será ouvido.

Relembro a viagem dos ancestrais de Moacyr Scliar, por ele tão bem contada, uma última vez. E, no mar, ainda podemos ver ao longe um sonho magnífico contado nas palavras e nos gestos de Malangatana. E, do fundo das águas, Rui Costa regressa na poesia dita por Margarida Vale de Gato. É assim a vida passante, as memórias são de quem as apanhar e guardar. Não servem a nada a não ser para castelos de areia que ficam guardados dentro dos olhos.
O nunca mais é a batalha de cada manhã e de cada fim de tarde. E nesse arco de sol se inscreve uma linha de vida que só faz sentido nas múltiplas formas de ser partilhada.
Rui Zink traduz a versão poética da mulher/mãe da Ana Luísa Amaral. Sabe bem ver que nas tréguas que a póvoa permite eles se lêem uns aos outros.
João de Melo, o primeiro escritor que ouvi ao vivo num já longínquo ano, no Museu Nogueira da Silva, em Braga, disse na altura de falar do seu mister ter perdido os seus papéis. Onésimo logo avisa, num registo sempre bem-disposto, que convoca cada vez mais seguidores, que a desculpa já tinha sido gasta mas sendo verdadeira que lhe restava? Ouvi-lo foi uma prova do seu talento, a relembrar o encantamento com o seu primeiro livro, “Gente Feliz com Lágrimas”. Ficou a vontade de o reler, ao fim de todos estes anos.

Por vezes sofremos com a verdade ou com a sua ausência. A verdade nem sempre pode ser inteira. Alguns cortam-na às fatias e assim ela parece menos pesada, menos perigosa, mais inócua também. E quem junta dois pedaços da verdade pode até ser que não o faça pela ordem do corte e leia uma nova verdade.

Numa escola. Num dos muitos encontros com alunos, Onésimo falou da importância da leitura. “Leiam, leiam…” que lá fora (da escola) o saber ler é uma arma contra a exploração. João de Melo diz que não se separa dos livros, como não se separa da sombra e que a leitura é também uma questão de voz, João de Melo o relembra perante essa jovem plateia. Tudo o dito nos chega com esse acrescento, a voz do criador das palavras, o seu gesto, o seu jeito de olhar. E mais um episódio do Onésimo (os episódios dele, todos sabem darão um dia um longo caderno de risos entre e sobre coisas sérias). Um aluno surdo, fazia leitura labial, questionado no final da aula sobre dúvidas aponta a vaga dificuldade de entender o seu sotaque.

Muito talento genuíno que ali se passeia bebeu palavras escritas. Reinventou-as. Acrescentou o mundo. Mesmo para destruir e fazer de novo e diferente é preciso conhecer o já feito.
É preciso dizer, até que alma doa mas a mensagem passe, que os livros são bens essenciais como a comida e ar que respiramos. Podem ser os livros em todos os formatos mas a leitura só pode ter a forma do silêncio e da calma.
É de leitores que as Correntes se fazem. Leitores as Correntes farão.

Um vereador da Cultura, que devia ser franchisado, sintetizou afoito, em meia dúzia de palavras toda a nossa inquietação com a cultura de ministério, de secretaria, de secretária, de vão de escada, de rua ou lá o que será e se verá(?). Melhor que tivesse sido António Sousa Homem o escolhido, sempre lhe dava para explicar, pacientemente, o porquê das coisas serem assim ou já não serem.

O mar enrola tudo num ruído, muitas palavras resistem pelo tempo como rochedos e outras partem-se em areias… Tudo são marés que apenas os nossos olhos levam. É de efémero que estes encontros se constroem. Como um teatro, como poetas fingidores a fingirem tão completamente. Na verdade não nos interessa a nós que seja dor ou riso. Apenas queremos que seja genuíno o fingimento, que aquelas palavras nos toquem, pela viagem, ou pela emoção, pelas respostas ou pelas perguntas que trazemos.

Porque o mapa de ontem já não nos serve inteiramente na viagem de hoje, refazemos o mapa e a viagem navegando sempre.

“Quanta fronteira parada
À espera de uma passagem
Que enfim invente uma estrada
Onde agora só o grito
É a viagem”

De uma canção dedicada à memória de Violeta Parra; Projecto Periplus – Deambulações Luso-Gregas; de Amélia Muge e Michales Loukovikas

Março, no Sul, junto a outro mar.
Biblioteca de Faro onde esta crónica se encerra.

Sílvia Alves

March 17, 2012   No Comments

Apresentação – Os Cavalos de Santiago

March 13, 2012   No Comments

Novo site Clube de Leitura

Chama-se Clube de Leitura e é uma nova plataforma portuguesa criada com o intuito de organizar, regularmente, nas principais cidades portuguesas, clubes de leitura. Concebido com tecnologia portuguesa, este site pretende «reunir numa só comunidade todos os parceiros que estão envolvidos no sector dos livros: livrarias, bibliotecas, editoras, bloguers e escritores», através da criação de «comunidades de leitores», para «dinamizar a discussão de livros e a leitura em Portugal».

March 13, 2012   No Comments

Tertúlia Literária em Fermentelos

No Sábado, dia 9 de Março, a escola sede do agrupamento de escolas de Fermentelos abriu as suas portas à comunidade (pais, professores, funcionários, alunos, direções do concelho, parceiros educativos, autarquia…) para mais uma Tertúlia Literária, organizada pela Biblioteca Escolar do Agrupamento. Este ano foi subordinada ao tema “Solidariedade, cooperação na escola na literatura e na escola”, aproveitando o mote da semana da leitura realizada a nível nacional. Na foto, José Jorge Letria, um dos convidados.

March 13, 2012   No Comments

Alquimia, Livros & Livros inaugurada na Faculdade de Letras

Chama-se Alquimia, Livros & Livros, é uma nova livraria, e será inaugurada no próximo dia 15 de Março, às 18 horas, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. O projecto – lançado por Sara Goulart, autora e tradutora com experiência profissional em marketing da área editorial, em parceria com o livreiro Pedro Barata – venderá novidades mas, também, livros usados, esgotados e raridades.
Especializada nas áreas de estudo da Faculdade de Letras (como a Literatura, a História e a Filosofia), a Alquimia, Livros & Livros promete «livros de História Universal, História de Portugal, Sociologia, Antropologia, Filosofia, Estudos de Género, Literatura Portuguesa, Literatura Inglesa, Literatura Francesa e Literatura Espanhola, entre outras, Linguística, Crítica e Teoria Literária, dicionários e publicações periódicas». Haverá também um importante acervo de obras de autores portugueses que estudaram e/ou leccionaram na Faculdade de Letras de Lisboa.

March 9, 2012   No Comments

Luísa Dacosta homenageada em Vila Real

O Grémio Literário Vila-Realense comemora, a 16 de Março, o Dia das Letras Trasmontanas e Alto-Durienses, em que será homenageada a escritora Luísa Dacosta, que se encontrará presente. O programa inclui o Descerramento de uma placa na Rua Cândido dos Reis (17h 30m) e uma Palestra pela Dr.ª Maria Hercília Agarez, no Auditório da Biblioteca Municipal Dr. Júlio Teixeira (21h) .

March 9, 2012   No Comments

Crimes Exemplares, este Sábado, no Porto

No próximo Sábado, dia 10 de Março, pelas 17h, na livraria Gato Vadio (Rua do Rosário, 281, Porto) Osvaldo Manuel Silvestre e Rui Manuel Amaral lêem os Crimes Exemplares, de Max Aub, uma obra-prima do humor negro.

March 7, 2012   No Comments