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Posts from — October 2011

I Congresso do Livro discutiu alternativas “para que o livro não morra”

Em Março, no Reino Unido, foi divulgado um estudo que revelava que 10% dos britânicos, com idades entre os 15 e os 54 anos, tinha um iPad, o tablet da Apple, e 30% tinha um e-reader, um leitor de livros electrónicos como o Kindle, Sony ou Kobo. Estes números vão aumentar até ao final do ano, com a compra de presentes de Natal. A revolução digital veio para ficar. E embora a Europa esteja atrasada em relação aos Estados Unidos quando se trata de adoptar o digital no mundo editorial, isso não significa que essa mudança irá passar-nos ao lado.
“A revolução digital está em nosso redor, é um momento transformador, o equivalente ao momento da revolução de Gutenberg”, afirmou Fergal Tobin, presidente da Federação Europeia de Editores e um dos convidados do I Congresso do Livro, organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) e que reuniu nos últimos dias editores, livreiros e agentes literários na Praia da Vitória, ilha da Terceira, Açores. Para ler, no Público.

October 31, 2011   No Comments

Os Meus Livros de Novembro – dia 2 de Novembro nas bancas

Um dos temas decisivos para os caminhos que o nosso país irá trilhar prende-se com as decisões e direcções que nortearem o Ensino português. Um ciclo de debates organizado por Paulo Guinote (que muito tem escrito e debatido sobre o tema) é o pretexto para lhe a presentar duas dezenas de livros ideais para ponderar o que está em cima da mesa, com reflexões, sugestões e memórias.
No que diz respeito a entrevistas, o mais recente livro de Manuel Jorge Marmelo, Uma Mentira Mil Vezes Repetida, é o pretexto para uma aliciante conversa sobre os bastidores da criação literária, os limites da ficção e outros tópicos. Por seu lado, Luís Rebelo, responsável ibérico pelas Selecções do Reader’s Digest, explica-nos o que é a empresa hoje e a sua linha de actuação.

Nos bastidores do mundo dos livros, os tradutores e a sua relação com os autores também são objecto de uma reportagem. Outros motivos de apelo: títulos que olham para a Gestão no feminino; uma nova colecção de design consagrada a artistas portugueses; os livros de Nuno Markl e Vera Roquette que evocam a nostalgia dos anos 70 e 80; memórias do jornalismo português ou o mais recente livro de poemas de Alberto Pimenta, que inaugura a editora Mia Soave. Na rubrica Outras Mãos, Raquel Ochoa presta homenagem a Hernán Rivera Letelier e A Arte da Ressurreição.

Em antevisão, dois eventos bem diferentes: dias 3 e 4 de Novembro o olóquio Ruy Belo: Homem de palavra(s) traz o poeta ao centro das atenções na Fundação Calouste Gulbenkian. E de 18 a 20 de Novembro é a vez da Biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, acolher mais uma edição do Forum Fantástico.

Na OML Júnior, boas surpresas: um novo livro de Richard Zimler (com ilustrações de Bernardo Carvalho); James Patterson evoca os dias da sua escola e Catarina Sobral conta-nos sobre uma devastadaora Greve. E Andreia Brites deixa dicas para incentivar à leitura com as suas Pistas e Pegadas.

Além disso, as habituais recensões, notícias, tops de vendas, colunas de opinião regulares, a pré-publicação de Rixa de Gatos, de Eduardo Mendoza, publicado pela Sextante e a crónica de António José Borges.

October 28, 2011   No Comments

Escândalo de Strauss-Kahn inspira ópera escrita por Rui Zink

O escândalo causado pela acusação de violação ao ex-presidente do FMI Dominique Strauss-Kahn serviu de inspiração a Rui Zink, que escreveu a ópera de um ato que estreará a 11 de Novembro em Londres. Intitulada “Hotel Suite“, a ópera conta a história de um homem de negócios de meia-idade aliciado por um porteiro de hotel, que lhe promete satisfazer qualquer desejo. Notícia no Diário Digital.

October 27, 2011   1 Comment

Passatempo – Dia Nacional da Desburocratização

As malhas da burocracia em muito contribuem para o atrofio de muitas decisões. Para assinalar o Dia Nacional da Desburocratização lançamos um desafio aos seguidores deste blogue. Escrevam-nos um pequeno texto – até 1500 caracteres – contando um episódio (verídico ou inventado) envolvendo as confusões da burocracia. O texo escolhido receberá um, exemplar do livro O Processo, de Franz kafka, na edição da Europa-América.

Os textos devem ser enviados para filipa.braga@celivrarias.pt, com os seus contactos e, no assunto, escreva “Passatempo Dia Nacional da Desburocratização”.

October 27, 2011   1 Comment

Obra portuguesa no “1001 BD para ler antes de morrer”

O álbum de banda desenhada O Diário de K., de Filipe Abranches, foi incluído no livro  1001 Comics You Must Read Before You Die, do jornalista e escritor britânico Paul Gravett, a editar este mês no mercado estrangeiro (com prefácio de Terry Gilliam). Trata-se de um trabalho exaustivo de 960 páginas, com fichas para cada livro, organizado pelo estudioso britânico Paul Gravett e que contou com a colaboração de 67 especialistas mundiais em Banda Desenhada, entre os quais os portugueses Domingos Isabelinho e Pedro Moura. O livro de Filipe Abranches (uma adaptação de A Morte do Palhaço, de Raul Brandão, editado em 2001 pela Polvo) é a única presença portuguesa no livro de Paul Gravett.

October 27, 2011   No Comments

Crónicas Os Meus Livros – Um Sul a Norte

Ilustradores esses chapeleiros loucos

O começo foi feminino na ordem certa das coisas e a seguir o mesmo tema na versão do masculino. Depois houve sapatos e este ano chapéus. Tudo a postos para um longo caminho. De cada há um Catálogo e uma exposição itinerante pronta para ser acolhida por Bibliotecas ou espaço cultural com tamanho bastante.

São João da Madeira, concelho de freguesia única, tem já na sua história nove edições de Poesia à Mesa, organizadas por José Fanha. Uma semana onde a partir da Biblioteca Renato Araújo a poesia sai para a rua, anda nas mesas e vai às escolas. Naturalmente, em Março quase ninguém deu por nada. Neste Outubro, o 4º Encontro Nacional de Ilustração reuniu cinco dezenas de ilustradores, alguns escritores e editores durante três dias, para troca de experiências e encontros com nas escolas. A ideia de Sylviane Rigolet em parceria com a Junta de Freguesia, parecia ser motivo para notícia.

“Lá parecer parecia mas tal não acontecia”
(in Uma casa Na Lua de Cristina Taquelim/Elsa Lé, Editora Paulinas)

Na Lua têm algumas pessoas a cabeça e, teimosamente, insistem em ser aluados pesem as imperfeições, as limitações, o dinheiro e o tempo entre elas. Haverá quem se recorde das primeiras edições das Correntes d’escritas. Uma tríade de líricos com ideias sobredimensionadas para a Póvoa de Varzim que ao olharem, nesses primórdios, algumas cadeiras vazias de um auditório não sonhavam (ou talvez sonhassem e por isso não desistiram) que ao décimo segundo não haveria cadeiras nem chão para tanta gente.

“A raiz já percebeu que é o princípio de tudo o que está para nascer.”
(in a Raiz Sem Medo de Maria de Lourdes Soares/Paulo Galindro, Editora Paulinas)

É de persistência e tempo que se fazem as árvores. Morrem as sementes se não houver terra ou jardineiros. Os caules têm de resistir aos ventos até chegarem as folhas e os frutos, uns mais doces outros mais amargos, mas só se as flores forem acarinhadas.

A Bruxa deixou o chapéu em casa. Não é o chapéu que faz o feitiço…

À chegada encontram-se sorrisos de quem os tem para oferecer, uns tímidos outros mais generosos, entre reconhecimentos de outras andanças. O Presidente da Câmara não se lamentou e anunciou projectos. A César o que é de César à arte o espaço e o tempo para ser arte. Percebem alguns que a criatividade é uma ferramenta e apostam na viabilidade de boas ideias. Costurando a velha fábula da Cigarra e a Formiga haverá trocas em vez de papéis antagónicos.

Madrugar era preciso e ninguém reclamou. Os dias começavam cedo, 8h15m era já hora de pós -pequeno almoço para todos os convocados para oficinas nas escolas. Ninguém diga que os artistas são dados à preguiça, acordados e bem-dispostos lá iam abrir janelas e rasgar horizontes. Um lápis traça um destino, sonhos de um chapéu em cima de papel e tintas. Repensa-se o drama de um desenhador de jibóias, espreitam-se diários gráficos nos cadernos, fazem-se perguntas e descobre-se como se entendem ilustradores e escritores no jogo do espaço e tempo que têm para gerir.

Uma pequena equipa desdobra-se para que tudo funcione. Até o senhor Luís, motorista é pianista e cantor de ópera, Tem o curso superior de música do conservatório. Não, não é reconversão, é um gosto pessoal pela música que não abandonou e desenvolveu ao longo da vida, isto dito numa breve conversa. São João da Madeira como seus 8 km2 não dá para longas conversas em viagem sem ir parar a terras vizinhas.

As artes não têm fronteiras.

Reinam as mãos na fábrica. Milhares chapéus saem para todo o mundo, uma indústria de protectores de cabeça alimentada por gestos mecânicos e repetidos.

Em alguns lugares o tempo parecia parado.

“Lá parecer parecia mas tal não acontecia”

Lápis grandes, pequenos, magros, gordos e rodopiantes saem de velhas máquinas cansadas e seguem carregados de modernidade para os maiores museus da Península Ibérica. Dois senhores de gravata e fato cinzento, saídos de reunião de negócios, acompanhavam o passeio pela Viarco, espanhóis diz-nos o dono que vende optimismo da melhor qualidade. Não, corrigem eles, catalães. Seja! idiossincrasias dos nossos irmãos aqui do lado.

Num encontro de muita gente acontece por vezes que os chapéus se misturam e trocam… Havia dois ou três escritores e os fazem dupla função. E talvez daí a confusão.

- Esta senhora ilustradora…
-Eu? Não traço um risco direito nem com uma régua!
Não se se foi isto que a Margarida disse. Mas eu li isto em qualquer lado.
(in “O PONTO”, Peter Reynolds, Editora Bruaá)

É sempre um simples ponto o começo de todos os traços.

É um exemplo, será excepção… Pois na tradição de um esforço continuado de PNLs e trabalho de bibliotecas, os professores sabendo que vão receber alguém na escola preparam os alunos, informam-se do percurso biográfico e bibliográfico do ilustrador ou escritor, levam os livros para a aula a devido tempo. Tudo para que o encontro seja o mais profícuo possível. Afinal está em causa uma educação para a literacia e para a arte. Há um público leitor a crescer, leitor de palavras, de imagens de perspectivas de sonho e sustentabilidade para um mundo onde cigarras e formigas tenham uma vida mais harmoniosa.

Sim que as formigas também têm sonhos e todas as cigarras precisam de comer.

O gato só apareceu no fim, símbolo de sete vidas e quedas verticais, à beira de um caminho percorrido a pé com a Anne Wilsdorf, uma das artistas que veio da Suíça, espantada com tudo o que se faz, discretamente, sem os jornais, nem a televisão saberem. Dizem que o segredo é alma do negócio e que muitas pessoas passam diariamente fazendo negócios… Estará aí a explicação e nenhum feitiço que a Bruxa, como disse não levou chapéu…

A Anne Wilsdorf até entende bem estas contradições. Sabe da tentativa de censura das suas ilustrações, nos livros que chegam aos Estados Unidos, essa terra da liberdade, quando os animais “têm ares licenciosos”; as chaminés parecem saídas de “rituais satânicos”; a abundância e a miséria convivem, “inconvenientemente”, na mesma página ou há violência a morte de cobras nas suas histórias para crianças… Tudo coisas de ilustradores, chapeleiros loucos já se vê…

A morte é um processo complexo de desaparecimento. Não podemos fugir dele e não pode nem deve ficar fora das histórias. Ali estava o gato à espera que alguém passasse e escutasse o que tinha de ser dito. E, no encontro com o gato morto a bruxa descobriu a vida e para que serviria afinal o chapéu que não levou. Para pêlo que dará feltro e chapéus há os coelhos e a lã de muitos carneiros o de gato é inútil. Pêlo de gato é para feitiços. A este momento não estão a ver do que falo não é verdade? Pois… Isto de contar é assim. Contamos o lado de fora e o lado de dentro.

Nas palavras e nas imagens escritor e ilustrador fazem a sua narrativa, cada um leitor lê/vê e faz a sua.

Já vai longo este desfiar… Impossível dizer tudo. Para o ano prestem atenção a esta Freguesia. Sylviane Rigolet obrigada a interromper 28 anos de se sentir portuguesa para procurar espaço de trabalho na terra natal, promete voltar e não deixar morrer este sonho “De se lhe tirar o Chapéu.”

Afinal tiramos o chapéu pela Suíça mas somos nós que temos as bibliotecas escolares que eles invejam. Os chapéus de jornalista ficaram por lá sem uso e sem proveito. Fala-se muito do pouco de lá de fora e pouco do muito de cá de dentro. Professores atentos hão-de aproveitar para levar os seus alunos sempre que iniciativas destas chegam às cidades.
Afinal é preciso bater a/e contra muitas portas para que algumas se abram. Se calhar falta-nos um pequeno jeito… para abrir portas. Mas isso é outra história…
(in “O homem que ia contra as portas” de Ana Leonor Tenreiro/Richard Câmara, Editora Everest).

É um livro. Um bom livro é um projecto bem sucedido de colaboração entre um escritor, um ilustrador e um editor. Os livros apesar de seres mortos são objectos cheios de vida e precisam de muita jardinagem até chegarem aos seus leitores.

Algures descansam folhas para o 5º Encontro Nacional da Ilustração, no próximo Outono.

Parecia não haver futuro?
“Lá parecer parecia mas tal não acontecia”

Sílvia Alves

October 26, 2011   No Comments

Pontas Soltas, de Ricardo Cabral, apresentado hoje

October 26, 2011   No Comments

André Carrilho vence Prémio Stuart de Desenho de Imprensa 2011

O caricaturista e ilustrador André Carrilho venceu o Prémio Stuart de Desenho de Imprensa 2011, com o cartoon “Wikileaks“, e pela primeira vez foram ainda distinguidas obras publicadas na imprensa regional. André Carrilho já tinha vencido o grande Prémio Stuart em 2006. O Prémio Stuart de desenho de imprensa, atribuído pela Casa de Imprensa com o El Corte Inglés, tem um valor monetário de dez mil euros. Ler mais no Diário de Notícias.

October 26, 2011   No Comments

Prémio José Saramago 2011 atribuído à escritora brasileira Andréa del Fuego

Com o romance Os Malaquias, a escritora brasileira Andréa del Fuego é a vencedora da sétima edição do Prémio Literário José Saramago. O anúncio foi feito ontem numa cerimónia no edifício sede do Grupo BertrandCírculo, em Lisboa. O prémio, no valor de 25 mil euros, foi entregue à escritora pelo secretário de Estado, Francisco José Viegas, e foi atribuído por unaminidade.
“Eu ficaria satisfeita com Os Malaquias ele nem precisaria de ser publicado. Estar aqui hoje é enorme, é gigante. Jamais poderia pensar, sonhar, ou tomar um ácido e delirar que eu ganharia o Prémio José Saramago. Não chegaria a esse delírio!”, confessou a autora na cerimónia. Notícia (e foto) no Público.

October 26, 2011   No Comments

Prémios literários Correntes d’ Escritas 2012

Estão a decorrer as candidaturas para os prémios atribuídos no âmbito do Correntes d’ Escritas: o prémio literário Correntes d’ Escritas Papelaria Locus, para conto, dirigido a jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 18 anos e o prémio Conto Infantil Ilustrado Correntes d’ Escritas Porto Editora, para trabalhos colectivos de alunos do 4º. Ano do 1º. Ciclo do Ensino Básico. Mais informações disponíveis aqui.

October 25, 2011   No Comments